New York Times processa Brave por raspar matérias pagas para alimentar IAs
Ação acusa navegador de copiar conteúdo com paywall e vender acesso a Anthropic, Perplexity, xAI e outras.
Em 30 segundos
- New York Times, New York Daily News, Chicago Tribune e Orlando Sentinel entraram com ações contra a Brave Software.
- Acusação é de raspagem ilegal de sites para treinar IAs e de recurso que permite furar paywall.
- Brave teria vendido acesso ao seu índice de conteúdo para Anthropic, Perplexity, Mistral, xAI e Cohere.
- Perplexity rebateu o processo; Brave, Anthropic, Mistral e Cohere não comentaram de imediato.
O New York Times e outras três publicações — New York Daily News, Chicago Tribune e Orlando Sentinel — entraram com processos contra a Brave Software, empresa responsável pelo navegador Brave. A acusação é de raspagem ilegal de conteúdo, que é a cópia automatizada de páginas da web, para treinar inteligência artificial e de liberação de acesso a matérias protegidas por paywall, o bloqueio que exige assinatura para ler.
Segundo a denúncia apresentada pelos três jornais regionais, a Brave monetizou seu índice de sites raspados ao vender para empresas de IA o acesso pago a conteúdo online em tempo real. Essas empresas usariam esse material para treinar modelos, para responder a perguntas específicas de usuários, ou para as duas coisas.
Quem teria recebido o conteúdo
A queixa afirma que a Brave forneceu conteúdo protegido por direitos autorais para "muitas" empresas de IA, incluindo Anthropic, Perplexity, Mistral, xAI e Cohere. O texto também diz que o navegador promove "centenas de grandes publishers" como acessíveis por meio do recurso de bloqueio de paywall embutido no Brave.
Brave has never asked for the Publishers’ permission to access their websites, much less to copy the material and provide it to users or other AI companies,
denúncia do New York Daily News, Chicago Tribune e Orlando Sentinel
Ainda de acordo com a denúncia, a Brave nunca pediu permissão para acessar os sites, copiar o material e repassá-lo a usuários ou a outras empresas de IA. Pelo contrário, ela permitiria que usuários burlassem os paywalls sem consentimento e teria adotado medidas para impedir que os publishers bloqueassem seu acesso. A empresa também nunca teria pago pelo uso, cópia e distribuição desse conteúdo.
O que dizem os dois lados
While we believe in the ethical and responsible use and development of AI, Brave has flouted established copyright law and ignored repeated requests by The Times to stop its infringing conduct,
Graham James, porta-voz do NYT
O porta-voz do Times disse que o jornal entrou com a ação para responsabilizar a Brave por usar seu conteúdo para alimentar os próprios produtos e por repassá-lo a algumas das maiores empresas de IA generativa do mundo. Já o advogado das outras três publicações acusou a Brave de vender uma porta dos fundos para o jornalismo e de lavar conteúdo pirateado para a indústria de IA.
Do outro lado, a Brave, a Anthropic, a Mistral e a Cohere não responderam de imediato ao pedido de comentário. A Perplexity reagiu com ironia por meio de seu chefe de comunicação, Jesse Dwyer, que disse que o Times estaria pagando demais aos advogados e de menos aos jornalistas.
Mais uma briga de publishers contra IA
O caso se soma a uma onda de processos de veículos de imprensa contra empresas de tecnologia pelo uso de notícias em produtos de IA. Na prática, o que está em jogo é quem pode copiar, resumir e responder com base em reportagens pagas — e se navegador, buscador e modelo de IA precisam de licença e remuneração para fazer isso.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- The Verge “The New York Times sues Brave web browser for AI scraping and bypassing paywalls”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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