Extensão adulterada do Claude Code atingiu até 5,000 usuários do Cursor
Versões 2.1.312 e 2.1.313 ficaram 11 horas no ar e tentaram instalar backdoor SSH em PCs com Windows e macOS.
Em 30 segundos
- Cópia adulterada do Claude Code ficou cerca de 11 horas no marketplace do Cursor em 29 de outubro.
- Versões 2.1.312 e 2.1.313 atingiram até 5,000 usuários e tentavam instalar backdoor SSH.
- Extensão roubava dados da máquina e tentava adicionar chave SSH do invasor.
- Cursor manda atualizar para a versão limpa 2.1.314 e rodar scripts de remoção.
Uma cópia adulterada da extensão Claude Code, da Anthropic, ficou disponível na loja de extensões do Cursor por cerca de 11 horas na quinta-feira, 29 de outubro, e alcançou até 5,000 usuários. O caso foi divulgado em um aviso de segurança do Cursor. A Anthropic afirma que seus próprios sistemas não foram invadidos. O código malicioso tentava instalar uma porta dos fundos via SSH nas máquinas de desenvolvedores.
As versões afetadas foram a 2.1.312 e a 2.1.313, para Windows e macOS, ativas entre cerca de 2:27am e 1:35pm no horário do Pacífico. O Cursor orientou os usuários a migrar para a versão limpa 2.1.314. A empresa afirmou que a Anthropic não desenvolveu o código malicioso. A exposição foi curta, mas atingiu muita gente porque a atualização das extensões acontece de forma automática por padrão.
O que o ataque fazia
A extensão recolhia dados de identificação da máquina e do usuário, incluindo nome do computador, nome de usuário, e-mail do Git e endereço IP público. Em seguida, tentava adicionar a chave SSH do invasor e ligar o serviço SSH do computador. SSH, sigla para Secure Shell, é um recurso de acesso remoto — na prática, essa chave extra daria ao invasor uma porta de entrada permanente.
O código ainda tentava abrir um túnel reverso para o servidor do atacante, mas essa etapa exige permissões de administrador, que a extensão não tem na maioria dos PCs com macOS e Windows, e por isso costumava falhar, segundo o Cursor. Mesmo assim, a chave, os scripts de persistência e o envio de dados foram concluídos. Desinstalar a extensão pode não ser suficiente para eliminar esses resíduos. Por isso o Cursor publicou scripts para verificar e remover a invasão.
Além disso, o malware enviava os nomes de até 40 variáveis de ambiente ligadas a chaves, tokens e segredos, sem enviar os valores, segundo apuração da empresa de segurança Phorion. Isso entrega ao invasor um mapa rápido de quais credenciais de nuvem existem em cada máquina. O detalhe aumenta o risco mesmo para quem não teve o túnel aberto.
Como entrou e resposta
A Phorion foi a primeira a alertar sobre o problema. O cofundador e diretor de tecnologia da empresa, Luke Roberts, disse ao site Ars Technica que a versão maliciosa saiu pelo canal oficial de distribuição da Anthropic no Cursor. Nem a Anthropic nem o Cursor explicaram como o invasor conseguiu esse acesso. Como a atualização é automática, muitos usuários receberam o código sem clicar em nada.
The malicious version 2.1.313 was posted to the official Anthropic account, effectively superseding 2.1.312,
Luke Roberts, cofundador e diretor de tecnologia da Phorion
Após detectar o incidente, o Cursor removeu as versões afetadas e fechou toda a loja de extensões para revisar os outros itens. Depois, trocou suas chaves internas, reabriu a loja e conseguiu tirar do ar o servidor do invasor. A orientação é atualizar para a 2.1.314 e rodar a ferramenta oficial de limpeza, em vez de apenas apagar a extensão.
Ataques desse tipo, chamados de supply-chain, miram ferramentas de desenvolvedores e atingiram pacotes npm neste ano. Pesquisadores já alertavam que ferramentas de código com inteligência artificial podem ampliar o estrago, porque um único canal comprometido distribui malware para milhares de uma vez.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- TNW | Data-security “Tampered Claude Code extension hit up to 5,000 Cursor users”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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