Google libera Gemini 4 Argon para código, finanças, direito e ciência
Modelo de fronteira já está disponível globalmente via API, app Gemini e busca, com preço inicial de US$ 2 na entrada e US$ 10 na saída por milhão de tokens.
Em 30 segundos
- Google liberou hoje, em escala global, o modelo de fronteira Gemini 4 Argon.
- Segundo o Google, ele é nº 1 no Vals Index, teste que mede desempenho em finanças, código, direito e impostos.
- Preço inicial é US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.
- Uso interno elevou envios de código por agentes em mais de 35% e acelerou refatoração do Chrome.
O Google liberou hoje, em escala global, o Gemini 4 Argon, seu modelo de fronteira mais recente. O anúncio foi feito no blog oficial da empresa para desenvolvedores, empresas, cientistas e consumidores. A proposta é resolver problemas difíceis que exigem trabalho profundo em várias etapas. O foco inicial está em código, finanças, direito, cibersegurança e ciência.
Segundo o Google, o Argon supera outros modelos de fronteira em avaliações de vários domínios e ocupa o primeiro lugar no Vals Index. Benchmark, que pode ser entendido como teste comparativo, aqui mede desempenho em setores econômicos críticos como finanças, programação, direito e impostos. Na prática, isso significa lidar melhor com tarefas longas que misturam leitura, cálculo e escrita. A empresa diz ainda que ele responde de forma mais direta, com menos rodeios e mais fidelidade às instruções de estilo.
Preço e onde usar
O modelo chega hoje com preço inicial de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Token é a unidade que o modelo lê e gera para formar textos e código, e serve de base para a cobrança. Os tokens de entrada guardados em cache saem com 95% de desconto. Esse valor de lançamento vale para quem usa via API.
O acesso global de hoje inclui a API no AI Studio e na plataforma Gemini para desenvolvedores e empresas. Assinantes Ultra podem usar no Google Antigravity, ambiente de programação com agentes. Já no aplicativo Gemini e no Modo IA da Busca, a liberação vale para assinantes Ultra e Pro.
O que o Google já fez com ele
Dentro do Google, engenheiros de software passaram a enviar mais código com ajuda de agentes nas últimas semanas. Com o Argon no Antigravity, as equipes aumentaram o envio de código por agentes em mais de 35% e reduziram reversões em quase um terço. Um exemplo foi no Chrome, ao separar o tratamento central de páginas de uma pasta antiga com cerca de 6 milhões de linhas dentro da base de 40 milhões de linhas do Chromium. O trabalho atravessou centenas de arquivos e transformou meses de esforço em semanas, o que deve permitir mover páginas abertas entre abas, painéis e janelas sem recarregar e eliminar uma categoria de travamentos.
Outro caso foi a otimização de um código Python de produção em horas. A equipe do Agent Development Kit (ADK), estrutura de código aberto para agentes empresariais, deu ao Argon um guia de regras e uma meta de uma frase para cortar custo sem quebrar aplicativos. Trabalhando de forma autônoma durante a noite, o modelo sugeriu mudanças já publicadas no google/adk-python que cortaram em 40% o tempo de preparo de sessão em memória em sessões longas e aceleraram em 21% as importações iniciais.
Na ciência, pesquisadores usaram o Argon no Antigravity para acelerar o pacote aberto de química quântica xTB, usado para prever formas 3D de moléculas e filtrar candidatos a remédios e materiais. O ganho chegou a 2.3x mais velocidade para prever estruturas moleculares e 1.8x mais velocidade na busca de formatos, com mudanças enviadas ao repositório oficial no GitHub. Em outro teste interno, o Argon obteve ganho de 2.85x na inferência dos modelos abertos Gemma, ao levar a vazão de ~37,900 para mais de 108,000 tokens por segundo em uma A100 via vLLM, com paridade total de tokens e sem perda de qualidade.
Para empresas, o Google destaca a combinação de raciocínio, percepção visual, conhecimento em domínios e escrita para fluxos de alto risco em direito, finanças, ciência e código. O modelo também trouxe avanços em raciocínio espacial, precisão matemática e código visual para criar visualizações 3D, jogos e animações que rodam direto no navegador. Clientes de acesso antecipado citam usos que vão de análise financeira a partir de documentos enviados à SEC até transformar vídeo comum em cenas 3D prontas para física.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- Google “Gemini 4 Argon: Built to solve your hardest problems”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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