UFG lança Lumi, IA open source de 4 bilhões de parâmetros para o português
Modelo do CEIA foi feito para a realidade brasileira, roda em infraestrutura mais acessível e será gratuito na Hugging Face.
Em 30 segundos
- O CEIA da UFG lançou o Lumi, modelo de linguagem feito para a língua portuguesa e a realidade do Brasil.
- Com 4 bilhões de parâmetros, ele equilibra desempenho e eficiência e roda em estruturas mais acessíveis.
- Por ser open source, permite usar dados próprios sem compartilhar informações sensíveis e personalizar com fine-tuning.
- O modelo será gratuito na Hugging Face, com materiais relacionados no GitHub.
Na quarta-feira (28), o Lumi foi apresentado pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG). É um modelo de linguagem voltado ao português e ajustado ao contexto brasileiro. A iniciativa foi desenvolvida para suprir a procura cada vez maior do mercado interno por ferramentas de IA direcionadas ao país.
O que a Lumi faz na prática
A Lumi tem 4 bilhões de parâmetros, que são os ajustes internos que um modelo usa para entender e gerar texto. Nesse tamanho, ela busca um meio-termo entre desempenho e eficiência operacional, sem exigir uma superestrutura para funcionar. Segundo os desenvolvedores, isso permite o uso em estruturas computacionais mais acessíveis, dispensando grandes investimentos.
O modelo é do tipo open source, ou seja, de código aberto, que pode ser usado, estudado e adaptado livremente. Na prática, isso significa que empresas e desenvolvedores podem criar ferramentas próprias com mais autonomia e flexibilidade. A proposta é ampliar a participação brasileira no mercado global de IA e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.
Dados privados e personalização
Um dos pontos centrais é a possibilidade de incorporar dados específicos da atividade do usuário sem compartilhar informações sensíveis. Isso é importante para empresas que lidam com informações internas e não querem enviar tudo para serviços de fora. O texto também destaca a maior liberdade para criar aplicações com infraestrutura local, o que ajuda a reduzir a dependência de serviços cobrados em moeda estrangeira.
Outro recurso é a personalização por fine-tuning, técnica que pega um modelo já treinado e o treina de novo com um conjunto de dados menor e mais específico. É como dar um curso de especialização para a IA aprender o vocabulário de uma área, como atendimento, educação ou comércio. Assim, a mesma base tecnológica pode gerar aplicações variadas para diferentes segmentos.
Hoje, muitas empresas brasileiras dependem de soluções desenvolvidas no exterior, que nem sempre atendem às particularidades do nosso mercado. Queremos oferecer uma alternativa que permita às empresas inovar com mais autonomia, personalizando a tecnologia para suas necessidades e reduzindo barreiras de entrada
Arlindo Galvão, diretor de Inovação Aberta do CEIA
Onde usar de graça
O modelo nacional será disponibilizado de forma gratuita na plataforma Hugging Face, que funciona como uma vitrine onde qualquer pessoa pode baixar e testar modelos de IA. Materiais relacionados ao projeto também poderão ser encontrados no GitHub, que é o repositório onde desenvolvedores publicam código e documentação. O objetivo é facilitar a criação de novas soluções focadas no mercado brasileiro.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- Estadão “Lumi: conheça o modelo de IA nacional desenvolvido pela UFG”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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