Google lança Gemini 4 Carbon, modelo de IA focado em cibersegurança
Novo modelo de fronteira promete detectar falhas, explorar vulnerabilidades e gerar código seguro, mas chega primeiro a grupo restrito.
Em 30 segundos
- O Google apresentou na quarta-feira o Gemini 4 Carbon, seu mais novo modelo de fronteira.
- O foco é cibersegurança, com tarefas como descobrir falhas, exploração e correção de software.
- O acesso inicial é restrito a defensores via Programa Fairwind, durante testes de segurança.
- O preço será de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.
O Google apresentou na quarta-feira o Gemini 4 Carbon, seu mais novo modelo de fronteira com foco em cibersegurança. O anúncio foi feito pela Alphabet, dona do Google, e acirra a disputa com OpenAI e Anthropic na corrida por sistemas de programação e segurança mais capazes.
Modelo de fronteira é o nome dado aos sistemas de inteligência artificial mais avançados de cada empresa, aqueles que empurram o limite do que a tecnologia consegue fazer. Neste caso, o Carbon foi desenhado para lidar com tarefas complexas e longas de engenharia e programação.
O que o Carbon sabe fazer
Segundo o Google, o Carbon entrega desempenho de ponta em tarefas de cibersegurança, incluindo descoberta de vulnerabilidades, exploração e correção de software. Na prática, isso significa ajudar a achar brechas em programas, testar se elas podem ser exploradas e criar a correção para fechar a falha.
Outro destaque é a geração de código seguro. A empresa afirma que o Carbon gera código seguro com mais de duas vezes a taxa de sucesso do Gemini 4 Argon em testes internos. Benchmark é o nome dos testes padronizados usados para comparar modelos de IA, e aqui a comparação foi feita em avaliações internas do próprio Google.
Para quem não é da área técnica, token é a unidade que a IA usa para ler e escrever texto: uma palavra pode valer um ou mais tokens. Quando o Google fala em preço por milhão de tokens, está cobrando pelo volume de texto que entra e sai do modelo.
Acesso restrito e preço
Por enquanto, ninguém pode sair usando o Carbon livremente. O modelo está sendo liberado primeiro para um grupo de defensores de cibersegurança por meio do Programa Fairwind do Google, enquanto a empresa continua testando proteções.
Essa liberação em etapas é comum quando o modelo pode ter uso duplo. A mesma capacidade que ajuda um defensor a encontrar e corrigir uma falha também poderia ajudar um atacante a explorá-la, por isso o Google diz que segue avaliando as salvaguardas antes de ampliar o acesso.
O Google já definiu quanto o uso vai custar para desenvolvedores: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Esse valor iguala o preço inicial do Gemini 4 Argon, o outro modelo da mesma família.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- Reuters “Google launches Gemini 4 Carbon AI model with cybersecurity focus”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
Adicionar o CodeMago News às fontes preferidas no Google


