Anthropic diz que bloqueou uso do Claude em pesquisas com risco de arma biológica
Empresa afirma que barrou dezenas de usos indevidos desde dezembro de 2025, incluindo cinco casos ligados a armas biológicas.
Em 30 segundos
- Anthropic diz ter bloqueado tentativas de usar o Claude em pesquisas com risco biológico.
- Empresa fala em dezenas de intervenções desde dezembro de 2025, com cinco casos detalhados.
- Um caso envolve pesquisa sobre gripe aviária e adaptação do vírus a mamíferos.
- Contas foram banidas, mas empresa diz não afirmar que havia intenção de causar dano.
A Anthropic afirma ter bloqueado várias tentativas de usar o Claude, seu assistente de inteligência artificial, em pesquisas que poderiam ajudar a criar armas biológicas. A informação está em um novo relatório da empresa sobre segurança. Segundo a companhia, os bloqueios fazem parte de dezenas de intervenções contra usos potencialmente maliciosos desde dezembro de 2025, com acessos inclusive fora dos Estados Unidos.
O documento descreve cinco estudos de caso em que os modelos da Anthropic foram usados de uma forma que, na avaliação da empresa, poderia apoiar o desenvolvimento de armas biológicas. Parte desses episódios foi classificada pela companhia como uso indevido biológico. É esse recorte de risco biológico que a empresa apresenta como o ponto mais sensível do relatório.
O caso da gripe aviária
Em um dos casos, um pesquisador que estava fora dos Estados Unidos acessou o Claude a partir de uma região onde o assistente não é oferecido oficialmente. Na ocasião, ele usava o modelo enquanto pesquisava a gripe aviária altamente patogênica, a bird flu. O trabalho incluía, em parte, estudar como o vírus se adapta a mamíferos.
A Anthropic classificou essa pesquisa como claramente de uso duplo, expressão usada quando o mesmo conhecimento pode ajudar a ciência e, ao mesmo tempo, pode ser perigoso se mal utilizado. Na prática, entender a adaptação ajuda cientistas a identificar variantes naturais com potencial de pandemia, mas também pode gerar informações que tornem um vírus mais perigoso. A empresa baniu as contas ligadas aos casos, mas fez uma ressalva: isso não prova que os pesquisadores queriam causar dano.
We do not assert that they intended harm,
Anthropic, no relatório
Alerta em meio a pressão por regras
Este não é o primeiro aviso do tipo feito pela empresa. A Anthropic já tinha publicado três avaliações de ameaças sobre usos maliciosos de inteligência artificial. O novo relatório amplia essa série com foco específico no risco biológico e na interrupção de usos considerados arriscados.
A divulgação aconteceu dias depois de Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic e da OpenAI, falar em público sobre o temor com sistemas cada vez mais poderosos. O debate acontece enquanto cresce no Capitólio, a sede do Congresso dos Estados Unidos, o pedido de parlamentares por mais supervisão do governo e novas regras de segurança para o desenvolvimento de inteligência artificial.
If you extrapolate into the future, the level of capabilities of these AIs...They could cause extreme havoc, for example, hacking critical infrastructure, building extinction-level bioweapons,
Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic e da OpenAI
Para quem usa ferramentas de IA, o recado é direto: pesquisas com vírus perigosos entraram na lista do que as empresas querem barrar dentro do chat. O caso também mostra como o controle acontece na prática, com bloqueio de acesso em região não suportada e banimento de contas ligadas aos episódios citados.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- ABC News “Anthropic says it blocked potential AI bioweapon misuse”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
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