GM vai pagar US$ 220 milhões por vender dados de direção sem aviso
Acordo com 36 procuradores-gerais encerra caso do programa Smart Driver, que coletava frenagem, aceleração e localização.
Em 30 segundos
- General Motors concordou em pagar US$ 220 milhões para encerrar acusações de venda de dados de motoristas.
- Caso envolve o programa Smart Driver, já encerrado em 2024, que coletava aceleração, frenagem e duração de viagens.
- Acordo foi firmado com coalizão de 36 procuradores-gerais dos EUA e exige consentimento expresso para coletar dados.
- GM também havia fechado acordo de US$ 12.75 milhões na Califórnia por acusações semelhantes.
A General Motors concordou em pagar US$ 220 milhões para encerrar acusações de que vendeu ilegalmente dados de direção e localização de motoristas para corretores de dados. O acordo resolve uma queixa apresentada por uma coalizão de 36 procuradores-gerais dos Estados Unidos e ainda obriga a montadora a limitar a coleta de dados dos carros.
Além do pagamento, a GM terá de obter o “express consent”, ou consentimento expresso, dos motoristas antes de coletar suas informações. Na prática, isso significa pedir uma autorização clara e direta, em vez de embutir a permissão em termos confusos ou deixar o motorista inscrito sem saber.
O que era o Smart Driver
As alegações giram em torno do programa Smart Driver, já descontinuado pela GM. O recurso coletava dados sobre hábitos de direção, incluindo aceleração, frenagem e duração das viagens, além de informações de localização. Segundo os estados, a GM repassou esses dados para corretores de dados, empresas que compram e revendem informações pessoais em larga escala.
O problema maior estava no destino desses dados. As seguradoras podiam comprar as informações dos corretores e usar o histórico de direção para aumentar o valor do seguro. Os estados também acusaram a GM de não avisar os motoristas de que eles estavam inscritos no programa Smart Driver e de que a empresa estava coletando seus dados.
O que dizem GM e procuradores
People bought a car, not a tracking device,
Dan Rayfield, procurador-geral do Oregon
A declaração resume a tese da investigação. Segundo Rayfield, a GM dizia que o programa ajudaria os motoristas a dirigir com mais segurança e prometia não compartilhar os dados com seguradoras sem permissão. A investigação concluiu que a empresa vendeu os dados mesmo assim, e alguns motoristas pagaram por isso com prêmios mais altos.
O caso foi liderado pelos procuradores-gerais Dan Rayfield, do Oregon, e Nick Brown, de Washington. A coalizão também incluiu Nova York, Flórida, Michigan, Nevada, Pensilvânia e muitos outros estados. Em resposta, a GM afirmou que o acordo trata de um produto encerrado em 2024 e reforça medidas para fortalecer suas práticas de privacidade.
This agreement addresses Smart Driver, a product we ended in 2024, and reinforces steps we’ve taken to strengthen our privacy practices,
Charlotte McCoy, porta-voz da GM
Este novo acordo nacional chega poucos meses depois de a GM concordar em pagar US$ 12.75 milhões para encerrar acusações semelhantes na Califórnia. Para quem dirige um carro conectado hoje, o recado é direto: recursos de segurança e personalização usam dados do veículo, mas a coleta precisa ser clara, limitada e autorizada por você.
Fontes
Os fatos desta notícia vêm destes veículos:
- The Verge “GM to pay $220 million to resolve claims it sold driving habits data”
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e revisado antes de publicar. A apresentação em vídeo é gerada por IA.
Adicionar o CodeMago News às fontes preferidas no Google


